É provavelmente a primeira pergunta que qualquer pessoa se faz antes de considerar uma sessão de hipnoterapia: será que vou perder o controle?
A resposta é não. A hipnose é um estado de foco ampliado e relaxamento profundo — um estado natural, que aliás vivenciamos diversas vezes ao dia, como aquele momento entre o sono e a vigília, ou quando ficamos tão absortos em uma tarefa que perdemos a noção do tempo.
Durante uma sessão, você permanece consciente. Você ouve, você percebe, e — o mais importante — você pode interromper o processo a qualquer momento se quiser. Ninguém faz hipnose em você contra a sua vontade. Você permite que ela aconteça, e é essa permissão que abre a porta para o trabalho terapêutico.
O que a hipnose faz é reduzir o ruído da mente consciente o suficiente para que seja possível acessar e reorganizar padrões que vivem em camadas mais profundas — aqueles hábitos, medos e reações automáticas que a gente sabe racionalmente que não fazem sentido, mas continua repetindo.
Vale uma ressalva importante: pessoas com psicose, transtornos de personalidade, depressão grave ou epilepsia não devem realizar hipnose sem avaliação e acompanhamento adequados. É exatamente por isso que todo atendimento começa com uma Análise Avaliativa — o momento de entender, com cuidado, se e como o protocolo deve ser conduzido.

